segunda-feira, 6 de maio de 2013

Fatores Economicos em Cacilhas

Cacilhas e a agricultura- Setor Primário

Não se descobriu basicamente nada sobre a agricultura na área de Cacilhas no entanto, o moinho de Cacilhas é testemunho da produção de cereais da zona e as tanoarias testemunham a produção de vinho na zona ou arredores.

Cacilhas e a Industria (sector secundário)

Cacilhas foi uma grande zona industrial, devido sobretudo á sua localização privilegiada junto ao Tejo e a Lisboa.
Tinha tantos navios de mercadorias e de pesca atracados que o cais nunca era suficiente. Entre o sec. XVI e o sec. XVIII eram os armazéns de vinhos como o “Ginjal”, os vinagres “Theotónio”, os azeites “ Patria”, as fábricas de Tanoarias (para conservar o vinho da região), fábricas de conservas de peixe.
A pertir do sec. XIX veio a industria Naval Parry & Son e a cooperativa de armadores da pesca do bacalhau.
«No sec. XX instalou-se a Copnave, a fábrica de redes, a fábrica de margarina e mais tarde a  Lisnave.
Hoje é um deserto industrial, onde os vestigios dessa era gloriosa de emprego e prosperidade são apenas os guindastes abandonados


 


Cacilhas o comércio ( sector terciário )


Os lojistas da zona de Cacilhas, já viram melhores dias, com o encerramento da Lisnave, as obras do metro e a crise, o comércio tem vindo a degradar-se, sendo as novas lojas apenas as chinesas.
Antigamente era muito “chique” ir almoçar a Cacilhas, ouvir fados e passear de burro e muitos chegavam de Lisboa para este programa familiar.
Actualmente ainda existe uma forte presença de restauração em Cacilhas; esta restauração sofreu dias difíceis durante as obras de modernização da zona de Cacilhas (zona pedonal) e do metro, que com a crise financeira veio a piorar a situação.
No entanto os Almadenses e os turistas parecem redescobrir Cacilhas e as obras até fizeram de Cacilhas uma zona mais agradável.






terça-feira, 30 de abril de 2013

Depois de feitos cerca de 20 inquéritos, numa maioria de inquiridos do sexo masculino, chegámos a algumas conclusões...

O nível etário dos inquiridos predominante situa-se entre os 41 e os 65 anos.

Muitas das pessoas que entrevistámos não vivem em Cacilhas. 

A maior parte das pessoas que inquirimos em Cacilhas, são estudantes pelo que se pode observar no seguinte gráfico:
Verificámos também que a opinião das pessoas relativamente as condições de Cacilhas eram boas, mesmo com algumas pessoas insatisfeitas...


 No entanto, algumas pessoas não se sentem seguras em Cacilhas. Especialmente de noite, o que indica uma má frequentação deste espaço.
Muitas das pessoas preferem também deslocar-se através dos transportes públicos, entre os quais (segundo o nosso estudo) o mais usado é o Metro.
Aprofundando um pouco este tema, tentámos também saber qual é a opinião das pessoas em relação à inovação do Metro Transportes do Sul e, por parte de alguns inquiridos, a resposta não foi a mais satisfatória... Muitas das pessoas afirmaram que o Metro consegue dar mais prejuízo do que lucro, pois não tem um número suficiente de pessoas a usá-lo frequentemente.

Há alguns projetos pendentes para a Lisnave, cujo objetivo (no geral) é trazer de volta o turismo para esta zona transformando-a, numa zona turística e de comércio. Nos inquéritos, perguntámos as pessoas se concordavam com essa ideia e obtivemos os seguintes resultados:
E, quase todas as pessoas concordaram que o motivo pelo qual estes projetos ainda não foram postos em prática é a crise.
Outra opinião recolhida nestes inquéritos é que o desaparecimento do comércio e o encerramento das lojas também foram alvo da crise.

Por este gráfico podemos também concluir que, pelos inquiridos, desenvolver o turismo no Ginjal é uma hipótese a considerar...


Cacilhas e o terramoto

Cacilhas e o terramoto de 1755

Pelas nove horas da manhã aconteceu um terramoto e as águas comecaram a inundar as ruas, os pescadores muito preocupados correram a Capela de Nossa Senhora de Bom Sucesso agarraram a Santinha e levaram a imagem para junto das águas revoltas. Estas começaram a baixar e assim se diz que se deu um milagre.
A partir dessa data todos os anos se faz uma prossição em honra da Nossa Senhora do Bom Sucesso como agradecimento.

Origem do nome Cacilhas

Segundo a lenda a origem do nome Cacilhas vem da expressão " rapaz dá cá cilhas" que os burriqueiros costumavam dizer aos seus ajudantes quando as pessoas desembarcavam vindas de Lisboa para dar um passeio de burro por Almada.

Cacilhas passado presente e futuro

Após passar por um período de declínio e obras a vida da freguesia estar a recuperar lentamente fizeram se obras no Chafariz; fechou-se a rua ao trânsito e as esplanadas e os fogareiros tomaram lugar; hoje este local está a ser redescoberto pelos Almadenses como local de lazer e tem vindo a crescer o número de turistas, os cacilheiro e o novo terminal fervilham de gente diariamente pois são um importante meio de transporte entre Almada e Lisboa para os que se deslocam parar ir trabalhar à capital.
Da Lisnave pouco resta exceto o monumental guindaste com o nome da empresa e as docas.
No caso do ginjal, quem o olha, não imagina que este espaço já fervilhou de vida de gentes, de industria de emprego e de historias; ninguém diz que ali existi a fabrica de redes, de construção naval, produtos de conserva de peixe tanuarias, etc.Apenas uma zona pedestre, o elevador panorâmico e a fonte da pipa deixam que aquele pedaço de Almada não seja uma cidade fantasma.
Os seus armazéns parcialmente destruídos servem de abrigo a pessoas sem abrigo e a tóxico dependentes, sendo mesmo um perigo para quem circula por ali.
Cacilhas está repleta de memórias de um passado glorioso, vive o presente na agonia da transformação que tarda a surgir mas com esperança de um futuro melhor.

A nova Almada

A nova Almada vai ter o seu "coração" na zona de Cacilhas nomeadamente na zona da margueira onde ficava a Lisnave ira ter áreas de lazer e de habitação vai ter aparência de uma cidade futurista á beira Tejo.


A Lisnave


A Lisnave é uma empresa de construção e reparação naval portuguesa.
A empresa remonta ao ano de 1937 quando a CUF de Alfredo da Silva ganhou a concessão do Estaleiro Naval da Administração Geral do Porto de Lisboa. A tomada do Estaleiro Naval da Administração Geral do Porto de Lisboa, fazia parte da estratégia de crescimento da CUF, de forma a garantir o controlo do maior estaleiro nacional, de inquestionável importância no desenvolvimento e apoio da frota da Sociedade Geral de Indústria Comércio e Transportes, pertença deste grupo industrial. Será este grupo industrial que o irá administrar até 14 de Dezembro de 1960, ano em que a concessão é trespassada para a Navalis. Este Estaleiro à época tinha instalações que lhe permitiam construir navios até cerca de 5 000 toneladas de arqueação bruta, ou de comprimento total até cerca de 140 metros, possuindo 5 Docas Secas: de 173, 104, 63, 48 e 44 metros . A Lisnave foi oficialmente constituída a 11 de Setembro de 1961 sendo seu Presidente do Conselho de Administração José Manuel de Óbidos. Mello. O objectivo desta nova empresa era o de continuar a realizar o empreendimento da construção e reparação naval que na época estava ainda apenas confinada ao Estaleiro da Rocha Conde de Óbidos.