terça-feira, 23 de abril de 2013

Personalidades


Columbano Borbalo Pinheiro
Pintor naturalista e realista português
Nasceu: No Ginjal em 1857
Morreu: 6 de Novembro de 1929

Juntou-se ao "Grupo do Leão", o qual tencionava renovar a estética das composições na arte do país
 Ficaram celebres os retratos de Ramalho Ortigão, Teófilo Braga, Eça de Queirós e Antero de Quental, por ele pintados,  deu nova ênfase aos palácios lisboetas, ao pintar os painéis que se encontram na sala de recepções do Palácio de São Bento, os Painéis dos Passos Perdidos.Tornou-se, em 1901, professor de pintura histórica na Academia de Belas-Artes de Lisboa, onde se formara
Em 1911 aceitou o cargo de director do Museu Nacional de Arte Contemporânea


A sua obra:

Romeu Correia
Escritor / Publicista
Nasceu: Em Cacilhas em 1917
Foi escritor e dramaturgo autodidacta, colaborou em várias publicações, de que se destacam o Suplemento Cultural de O Comércio do Porto, Vértice e Sílex. Recebeu, entre outros, o Prémio 25 de Abril atribuído pela Associação de Críticos Teatrais em 1984.
Recebeu, em 1962 e 1975, o prémio Casa da Imprensa,
Prémio de Teatro 25 de Abril, da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro, etc.
No dia 4 de Novembro de 1958 a sua peça Céu da Minha Rua foi transmitida em directo pela RTP com Amália Rodrigues a estrear pela primeira vez como actriz na televisão.
Paralelamente à carreira de escritor, Romeu Correia foi atleta de competição em Atletismo e campeão nacional de Boxe amador


Do ponto de vista cultural, Cacilhas é muito rica, ou seja, tem um vasto passado e presente cultural.

Desde a Literatura e a Arte, as Burricadas, todas as personagens conhecidas, e o Património Arquitectónico, podemos encontrar em Cacilhas de tudo um pouco.

Em 2007 também passou a ser parte da cultura de Cacilhas a Fragata D. Fernando II e Glória que é aberta ao público.


A cultura é muito importante em Cacilhas por causa do seu passado cheio de história já desde a Pré-História até aos dias de hoje. 
Hoje a Câmara e a Junta fazem várias cerimónias em Cacilhas e dão a conhecer toda a cultura, apesar de ser muito engraçado se fazer exposições esporadicamente.


Património arquitetónico


Situada à beira rio, entre o Ginjal (Praia das Lavadeiras) e o Olho de Boi, a Fonte da Pipa foi  mandada construir por ordem de D. João V em 1736. O chafariz monumental de quatro bicas fornecia água de qualidade aos moradores da vila de Almada, representando ainda, durante os séculos XVIII e XIX, um importante ponto de abastecimento para os barcos que atravessavam o Tejo.











Moinho de Cacilhas “Situado no morro de Cacilhas e integrado no parque de estacionamento
A existência desta estrutura de moagem atesta a produção de cereais e o passado rural da zona, associada a solos ferteis






“chafariz inaugurado em 1 de Novembro de 1874. Um importante melhoramento que a Câmara Municipal sob a presidência de Bernardo F. da Costa, prestou ao povo de Cacilhas. Implantado à entrada da antiga rua Direita (actual rua Cândido dos Reis) os moradores abasteciam-se de água potável para os lares.



















“ O Farol”


Inaugurado em 1886
Torre cilíndrica com 12 metros de altura e 1.70 de diâmetro , tem um varandim e uma lanterna.
Relampejava de cinco em cinco segundos movido por um sistema de relojoaria.
Ao lado do farol existia uma pequena casa que tinha uma corneta que funcionava a ar comprimido e que nos dias de nevoeiro orientava a navegação em Cacilhas.
Funcionou até 1978, tendo sido extindo quando se construiu o novo terminal de passageiros.
Entre 1983 e 2004 esteve nos Açores, pois o de lá tinha sido destruído com o terramoto
Regressou a Cacilhas em 2009 e foi pintado de vermelho por ordem da marinha portuguesa cumprindo os regulamentos da autoridade nacional de faróis.




Património Naval
Associada ao transporte de pessoas e mercadoria.
Tinha estaleiros navais, fábricas de cortiça, de conservas, de fiação e tinturaria de algodão, de estanho, de latoaria e desde muito cedo à exportação de vinhos. Em 1860 a empresa de vapores Lisbonenses, assegurou  o funcionamento de algumas carreiras de barcos a vapor para transportar passageiros e mercadorias e dominou os transportes fluviais a vapor no Tejo, só em 1922 entrou em funcionamento o primeiro Cacilheiro a diesel.















A fragata Em 1940 era a sede de uma obra social, por não ser precisa para a marinha acolheu jovens sem família ou de famílias desestruturadas e lhes dava escolaridade  e a aprendizagem de um ofício, muitas vezes na Sorena. Foi recuperada e esteve em exposição na Expo 98, hoje encontra-se atracada no cais da antiga Parry & Son .Hoje está ancorada no antigo cais da Parry & Son.






Cacilhas na arte e na literatura


João Vaz (1859 - 1931)

 














 Cais do Ginjal-autor desconhecido














Cais do Ginjal
Óleo s/ tela, de Júlia Capelo









A obra poética, "Antes que o Sol Acabasse", da autoria de Mário Machado Fraião (1952 - 2010)
Extraí do poema, "Cais do Ginjal", a sua parte final:

[...]
No Cais
batem as vagas com a sua cor distante
mistura de tintas
que eu não conheço
Eternamente
ao sol tardio
Hoje
o silêncio de um pintor
oscila sobre as águas do estuário
nas horas de repouso
e varre as pedras polidas ao longo do Ginjal
pisadas de gente acartando os sacos

Suada
a quilha
o cavername
antiga tenacidade
e estrondo
ventre de imprecações
E enquanto  as madeiras rangem
pode haver
nas tábuas do casco
uma flor
o nome da mulher amada
uma estrela na proa.

As Burricadas




As burricadas foram retomadas em 2003 na Freguesia de Cacilhas, para recriar uma prática comum de Almada até ao início do século XX: o transporte de pessoas em burros. 

Esta tradição realiza-se no âmbito das Festas da Cidade de Almada, em Junho, e tem início no Largo Alfredo Diniz, em Cacilhas, onde vários burros, carroças, burriqueiros, músicos e figurantes vestidos a rigor com trajes da época dão início ao passeio que liga Cacilhas a Almada e à Cova da Piedade, pelas ruas mais antigas.

A organização pertence à Associação "Amigos da Cidade de Almada", com os apoios das autarquias envolvidas.

Esta tradição é também recuperada no âmbito das "Tasquinhas e Burricadas", um evento anual organizado pelos Escuteiros de Cacilhas-Agrupamento 510, em Setembro.

Na freguesia existe um Monumento de Arte Pública que recorda a importância destes animais na história da freguesia.  Jorge Pé Curto concebeu “Primeiro as Crianças”, construindo em aço, um burro, que serve simultaneamente de escorrega a duas crianças.

terça-feira, 16 de abril de 2013



Vamos falar um pouco sobre o aspeto económico em Cacilhas.

Cacilhas é uma freguesia que habita pessoas predominantemente de uma faixa etária mais idosa e isso reflete-se no um pouco em tudo nomeadamente no aspeto económico e consequentemente no comércio.

Todas as lojas são destinadas a outro público, aos idosos e aos turistas, ou seja, há muitas farmácias, igrejas  (apesar de não ser comércio), restaurantes, cafés, mini-mercados e mercearias pequenas, engraxadores de sapatos e as "famosas lojas dos chineses". Em Cacilhas conseguimos perceber que não há predominância de lojas de roupa, supermercados, ...
O que mais se destaca são as farmácias e também os cafés.

Alguns aspetos positivos são:
--> Normalmente, os turistas ficam em Cacilhas passam alguns dias em Cacilhas, pois apesar de ser mais barato que em Lisboa, tem grande abundância de restaurantes e as viagens de barco são "lúdicas";
--> Com a minoria de lojas, há menos assaltos;
--> Os restaurantes são uma forma de grande lucro para Cacilhas;
--> As lojas são acessíveis para os idosos e outras pessoas, com preços baratos;
--> Todas as lojas antigas e a cultura antiga são apelativas para os turistas que os levam a frequentar Cacilhas.
Entre outros...

Os aspetos negativos são:
--> As lojas têm por vezes escadas à entrada e isso dificulta muito a entrada de idosos e deficientes;
--> Como o comércio é reduzido e a diversidade de lojas também, as pessoas têm de se deslocar ao centro de Almada para adquirirem os produtos que necessitam;
--> Algumas fábricas foram abandonadas despedindo muitos trabalhadores;
--> Com a extinção das lojas, começou a haver uma pior frequentação de pessoas em Cacilhas;
--> As poucas lojas e sem uso levaram a que fechassem, levando ao desemprego e à má vida das pessoas;
--> Devido há baixa qualidade de vida, as casas passaram a ser mais pequenas e pobres e passou-se a recorrer às marcas brancas. Tudo isso faz com que a população jovem não escolhesse Cacilhas para viver.
Entre outros...


segunda-feira, 15 de abril de 2013





Como já tínhamos referido anteriormente, o nosso local em estudo seria Cacilhas, por isso vamos aprofundar um pouco sobre esse tema no ponto de vista social.
Vamos falar sobre a história de Cacilhas, embora de forma muito resumida e enquadramos-nos, depois, no tema principal.
Depois de observarmos Cacilhas, vamos indicar alguns aspetos positivos e outros negativos em termos de sustentabilidade social e propor melhoramentos dos aspetos negativos.

Cacilhas é uma freguesia portuguesa do concelho de Almada. Situa-se junto ao rio Tejo e faz ligação com Lisboa através da rede de transportes públicos como os Cacilheiros.

Também há uma grande rede de autocarros que param em Cacilhas que são os autocarros TST, ou seja, Transportes Sul do Tejo.
Recentemente, foi também construída uma carreira para metros que percorre três concelhos, Almada, Seixal e Barreiro, denominada por MST, Metros Transporte do Sul.
Depois de fazermos os nossos inquéritos, percebemos que há pessoas descontentes com o Metro e com a sua construção, mas também há pessoas que acham que a sua construção foi muito benéfica sobretudo para quem não tem carro.



Estes transportes públicos melhoraram bastante a qualidade de vida das pessoas habitantes em Almada, pela fácil deslocação para vários destinos, como também deu origem a que habitantes de Lisboa e até os turistas viessem de barco para Almada, pois é uma ótima experiência.
Mas a história de Cacilhas nem sempre foi assim... Desde a Pré-História que Cacilhas é um dos sítios escolhidos pelas populações para viverem.
Graças à sua situação geográfica, Cacilhas sempre foi bastante favorável para o abastecimento de matérias primas. A partir de 1816, começaram a instalar-se alguns armazéns e oficinas ou fábricas, o que deu trabalho a muitos habitantes, na área dos têxteis, construção naval, cortiça, conservas...
Ao longo de Cacilhas, podia-se notar que os prédios eram ocupados por operários das fábricas e comerciantes e em 1967, começou a funcionar a Lisnave, um dos maiores estaleiros europeus de reparação naval que empregou milhares de trabalhadores.


Hoje em dia, os jovens adultos vão para a faculdade em Lisboa e alguns adultos trabalham também do outro lado do rio. Com o uso dos transportes, esta travessia é feita mais facilmente do que utilizando a Ponte 25 de Abril nas horas de ponta. 



Com a compra do Passe dos Transportes, muitos reformados também optam por ocupar alguns dos seus dias apanhando o Cacilheiro e indo a Lisboa, ou então visitar parentes que vivam um bocadinho mais longe do que as suas casas deslocando-se por Metro ou Autocarro. 


Um benefício dos Transportes é servir de transporte para alguns adolescentes irem para a escola ou para casa a seguir às aulas e já muitos adultos optam também deslocarem-se via transportes por Almada, visto que se poupa bem mais nos combustíveis.



Cacilhas é uma freguesia com qualidade de vida, mas apesar disso também há alguns problemas.

Vamos começar por enumerar os aspetos positivos:
--> Segundo o inquérito feito por nós, as pessoas não se sentem muito seguras durante o dia;
--> Durante o dia, observa-se muitos atletas a correrem e pessoas a andarem ao longo da Lisnave, o que mostra que aproveitam bem o que é dado à sociedade;
--> O número de transportes existentes em Cacilhas ajudam muito as pessoas, cada vez mais preocupadas com o preço dos combustíveis;
--> O comércio aqui existente, ou seja, não é necessário nos deslocarmos para fora ou muito longe para arranjarmos o que necessitamos na hora e também a diversidade, desde papelarias a farmácias, cafés e restaurantes;
--> A abundância de farmácias que são muito utilizadas por idosos e são de extrema importância; -->Mais uma vez o espaço cedido com destinação ao parqueamento dos carros dos residentes e também o espaço existente para as crianças brincarem ao ar livre que proporcionam um bom entretenimento, entre outros...




















Os aspetos negativos e algumas propostas de melhoramento são:

--> A insegurança sentida pelas pessoas em deixar os seus carros estacionados em parques escuros durante a noite, que deveria ser minimizada pondo candeeiros com mais iluminação em todos os parques;
--> O facto de o passeio ao longo da Lisnave ser muito escuro, a partir do Quartel de Bombeiros, o que também implicaria uma maior iluminação;
--> Só se poder andar a pé, por causa dos peões, o que se resolveria fazendo uma linha para bicicletas e patins ao longo do Rio, visto que é um passeio deveras bonito;
--> Os emigrantes ilegais que habitam os prédios ao longo do Rio causam um grande desconforto nas pessoas e muito medo e a nossa sugestão seria, colocá-los num Centro de Acolhimento e renovar aquela parte de Cacilhas;
--> O difícil acesso para alguns idosos até aos elevadores dos seus prédios, pois há umas escadas à entrada, o que se resolveria construindo rampas, o que também ajudaria os deficientes;
--> A poluição no Rio Tejo que é visível em prédios mais altos, deveria ser organizada uma limpeza ao Rio e a Câmara deveria ter especial atenção.